Doença de Peyronie: o que é, sintomas e quais são os tratamentos?

Doença de Peyronie: o que é, sintomas e quais são os tratamentos?

Dr. Marco Túlio Cavalcanti
Dr. Marco Túlio Cavalcanti
29 de setembro de 2025
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Índice

A doença é caracterizada pela curvatura peniana, dor, encurtamento e deformidades que afetam a vida sexual.

A doença de Peyronie é uma condição que afeta a saúde sexual masculina e pode impactar diretamente a autoestima e a qualidade de vida. 

Caracterizada pela formação de fibrose na túnica albugínea do pênis, essa patologia provoca curvaturas anormais e, em muitos casos, pode gerar dor ou dificuldade na penetração durante o sexo.

A doença de Peyronie pode atingir entre 3% e 20% dos homens, sendo mais comum em pacientes com diabetes, que passaram por cirurgia de próstata ou que apresentam disfunção erétil. 

Embora seja mais frequente entre os 45 e 60 anos, também pode afetar homens mais jovens ou até idosos.

Reconhecer os primeiros sinais da doença de Peyronie é essencial, porque o diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento e ajuda a evitar complicações mais graves, como perda de comprimento do pênis e deformidades complexas.

O que é a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é uma condição médica caracterizada pela formação de fibrose na túnica albugínea, camada que envolve os corpos cavernosos do pênis. 

Essa fibrose cria áreas de tecido cicatricial mais rígido, que não se expandem durante a ereção, resultando em curvaturas anormais do pênis.

Além do impacto físico, a doença pode afetar significativamente a vida emocional e sexual do paciente, gerando desconforto, insegurança e queda na autoestima. 

Os homens frequentemente percebem deformidades, encurtamento do órgão ou dor durante a ereção, principalmente na fase inicial da doença.

Embora a prevalência varie entre 3% e 20% da população masculina, a doença de Peyronie é mais frequente em homens a partir dos 40 anos de idade. 

No entanto, casos em jovens e idosos também são registrados, mostrando que a doença não está limitada a uma faixa etária específica.

DADOS DA DOENÇA DE PEYRONIE A Doença de Peyronie tem uma prevalência que varia entre 3% a 20%, dependendo da população estudada. Em pacientes diabéticos e com disfunção erétil (DE), o índice chega aos 20%. Em pacientes prostatectomizados, a incidência pode chegar a 16%. O pico de incidência da doença ocorre em homens entre 45 e 60 anos de idade.

O que causa a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie tem origem multifatorial, sendo os microtraumas durante a relação sexual a causa mais frequentemente associada. 

Quando o pênis não está completamente ereto, a penetração pode gerar pequenas fissuras na túnica albugínea. Ao cicatrizarem, essas lesões formam placas de fibrose, que provocam a curvatura característica da doença.

Outros fatores que podem contribuir para o surgimento da doença incluem:

  • Predisposição genética: histórico familiar de fibrose peniana aumenta o risco;
  • Doenças vasculares e metabólicas: diabetes, hipertensão e obesidade podem prejudicar a cicatrização natural;
  • Traumas e acidentes: lesões diretas no pênis ou impactos durante atividades esportivas;
  • Cirurgias prévias: especialmente prostatectomias ou outros procedimentos urológicos;
  • Fatores relacionados à disfunção erétil: penetração forçada em ereções insuficientes pode acelerar a formação de fibrose.

Embora essas causas sejam bem documentadas, muitos pacientes desenvolvem a doença sem lembrança de traumas ou fatores específicos, mostrando que o surgimento pode ser silencioso e gradual.

Quais são os sintomas da Doença de Peyronie?

A manifestação da condição pode variar bastante entre os pacientes, mas geralmente incluem alterações físicas e funcionais que impactam diretamente a vida sexual e a autoestima. 

Reconhecer esses sinais precocemente é essencial para ampliar as opções de tratamento e prevenir complicações.

Os principais sintomas da doença de Peyronie são:

Sintomas da Doença de Peyronie: curvatura anormal do pênis após ereção; dor; caroços achatados ou placas sob a pele, problemas para atingir e manter a ereção; encurtamento do pênis; outras deformações no pênis, como afilamentos, reentrâncias

É importante destacar que os sintomas podem surgir isolados ou em conjunto, variando em intensidade de acordo com a fase da doença, aguda ou crônica.

Veja mais sobre os sintomas da condição no vídeo:

Quais são as fases da doença de Peyronie?

A doença evolui de maneira distinta em cada paciente, mas geralmente apresenta duas fases principais: a fase aguda e a fase crônica. 

Entender o momento em que cada fase se encontra é fundamental para determinar o tratamento mais adequado.

Fase aguda

Esta é a fase inicial da doença, que normalmente dura de 6 a 18 meses. Durante esse período:

  • A fibrose ainda está em formação, e o tecido do pênis é mais suscetível a inflamações;
  • A curvatura do pênis pode evoluir rapidamente, e o ângulo pode aumentar progressivamente;
  • É comum sentir dor durante a ereção, que pode variar de leve a intensa;
  • Pequenas placas fibrosas começam a se formar, podendo ser percebidas pelo paciente;
  • Alterações emocionais como ansiedade e frustração são mais frequentes, pois os sintomas surgem de forma inesperada.

Fase crônica

Após a estabilização da doença, geralmente após 12 a 18 meses:

  • A dor tende a diminuir ou desaparecer, mas a curvatura e outras deformidades permanecem;
  • A fibrose já está consolidada, podendo gerar encurtamento do pênis, afilamento e instabilidade axial;
  • Nesse estágio, a função erétil pode ser comprometida, especialmente se a deformidade impedir a penetração adequada;
  • Alterações psicológicas podem se tornar mais intensas devido ao impacto prolongado na autoestima e na vida sexual.

Quais são os tratamentos para doença de Peyronie?

O tratamento da doença de Peyronie depende do estágio da doença, da gravidade da curvatura e do impacto na função sexual. 

Em linhas gerais, as abordagens podem ser clínicas (não cirúrgicas) ou cirúrgicas, sempre individualizadas pelo urologista ou andrologista.

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Tratamento clínico

Na fase aguda, quando a fibrose ainda está em desenvolvimento, algumas intervenções podem ajudar a controlar os sintomas e estabilizar a doença:

  • Medicamentos para doença de Peyronie: antioxidantes, anti-inflamatórios e inibidores da 5-fosfodiesterase podem reduzir dor e inflamação;
  • Extensores penianos: indicados em alguns casos para manutenção do comprimento do pênis e prevenção do encurtamento;
  • Terapias físicas: vacuoterapia, muitas vezes em conjunto com ondas de choque de baixa intensidade, pode auxiliar na tração do pênis, estabilização das placas e melhora da função erétil;
  • Acompanhamento clínico contínuo: acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a evolução da curvatura e prevenir complicações.

Tratamento cirúrgico

Quando a doença já está na fase crônica e as deformidades se consolidaram, a cirurgia se torna a opção mais eficaz para restaurar a função sexual:

  • Plicaturas: indicadas para curvaturas menores que 60 graus em pacientes com haste longa; pontos são aplicados na área saudável do pênis, encurtando o lado oposto à curvatura para endireitar o órgão;
  • Cirurgia com enxerto: indicada para curvaturas maiores ou quando há perda de comprimento; a placa fibrosa é aberta e substituída por enxerto de tecido, restaurando calibre e tamanho da haste peniana;
  • Próteses penianas: recomendadas quando a Doença de Peyronie está associada à disfunção erétil; podem ser infláveis ou semirrígidas, e em muitos casos combinam-se com enxertos para corrigir a curvatura e restaurar o comprimento.

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O objetivo do tratamento, seja clínico ou cirúrgico, é restaurar a função sexual, reduzir a dor e devolver a autoestima ao paciente, sempre com acompanhamento de um especialista em andrologia.

Existem exercícios e terapias complementares para a doença de Peyronie?

Além dos tratamentos clínicos e cirúrgicos, alguns pacientes podem se beneficiar de exercícios específicos e terapias não invasivas, sempre sob orientação de um urologista ou andrologista. 

Esses métodos auxiliam na redução da curvatura, melhora da função erétil e preservação do comprimento do pênis.

Alongamento peniano

O alongamento do pênis é realizado de forma controlada, mantendo o órgão flácido ou semiereto em tração por alguns minutos. 

Esse método ajuda a esticar a região afetada pela fibrose e pode reduzir a progressão da curvatura quando feito corretamente.

Curva de Jelq

O exercício Curva de Jelq consiste em dobrar suavemente a haste semiereta na direção oposta da curvatura, promovendo alongamento gradual. A técnica deve ser aplicada com cuidado para não causar lesões adicionais.

É importante ressaltar que essas práticas devem sempre ser supervisionadas por um especialista. Isso porque realizar exercícios para a doença de Peyronie, em casa e sem orientação de um médico, podem agravar a fibrose ou causar lesões.

FAQ – Doença de Peyronie

O que é a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é uma condição caracterizada pelo desenvolvimento de fibrose na túnica albugínea do pênis, que provoca curvatura, dor e alterações na função sexual.

Quais são as causas da doença de Peyronie?

O principal fator é o microtrauma peniano durante a relação sexual, mas fatores genéticos, disfunção erétil, diabetes, hipertensão, obesidade e cirurgias de próstata podem aumentar o risco.

Quais são os sintomas mais comuns da doença de Peyronie?

Entre os principais sintomas estão curvatura do pênis, dor durante a ereção, encurtamento e afilamento do órgão, placas fibrosas palpáveis, instabilidade axial, disfunção erétil e impacto psicológico.

Como a doença de Peyronie evolui?

A doença tem duas fases: aguda, com dor e formação da fibrose, e crônica, quando a dor diminui, mas a curvatura, o encurtamento e outras deformidades permanecem.

Quais são os tratamentos para a doença de Peyronie?

Tratamentos incluem medicamentos, terapias não invasivas (alongamento peniano, vacuoterapia, ondas de choque), exercícios supervisionados e, em casos avançados, cirurgia, como plicaturas, enxertos ou implante de prótese peniana.

É possível prevenir a doença de Peyronie?

Embora não haja prevenção garantida, manter uma vida sexual segura, evitar microtraumas e cuidar da saúde geral (controle de diabetes, obesidade e hipertensão) pode reduzir o risco.

A doença de Peyronie tem cura? Veja como tratar com o Dr. Marco Túlio Cavalcanti!

A doença de Peyronie apresenta evolução variável de paciente para paciente, e a resposta ao tratamento depende da gravidade da curvatura, da fase da doença e das condições individuais de saúde.

Em casos leves ou estágios iniciais, é possível que a curvatura seja minimizada com terapias clínicas, exercícios supervisionados e medicamentos específicos. 

No entanto, em situações mais avançadas, o tratamento cirúrgico pode ser necessário para restaurar a função sexual e a autoestima do paciente.

O Dr. Marco Túlio Cavalcanti, referência nacional e internacional em andrologia e tratamento da doença de Peyronie, oferece soluções personalizadas no Instituto Cavalcanti. 

O atendimento vai desde terapias clínicas avançadas até técnicas cirúrgicas de alta complexidade, garantindo que cada paciente receba o cuidado adequado ao seu quadro clínico.

Se você percebeu curvatura peniana, dor ou alterações na função sexual, é fundamental agendar uma consulta com o Dr. Marco Túlio Cavalcanti. 

O diagnóstico precoce e o tratamento correto são decisivos para recuperar a função sexual, preservar o comprimento do pênis e aumentar a autoestima.

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Dr. Marco Túlio Cavalcanti
Médico Urologista e Andrologista, altamente qualificado para o pleno atendimento. Titular da Sociedade Brasileira de Urologia Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco; Residência Médica em Cirurgia Geral na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual; Membro da AUA ( American Urological Association); Membro da SUPS (Society of Urologic Prosthetic Surgeons); Cursos hands on de implante de prótese peniana inflável em Los Angeles e Miami.
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